terça-feira, 1 de janeiro de 2013

PROVINHA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS CURTA


Um mundo pronto para os idosos
Se existe uma certeza quanto ao futuro, é a de que ele será
mais velho. Aos poucos, o mundo ao nosso redor terá mais idosos,
resultado de uma taxa de fecundidade que continuará caindo
e de uma expectativa de vida que continuará subindo. Em 2050,
o planeta contabilizará dois bilhões de indivíduos com mais de
65 anos. Só no Brasil eles serão mais de 55 milhões. Por seu
impacto, esse é um fenômeno que mudará a história do ser humano
para sempre. Nossas moradias serão diferentes, planejadas
para abrigar com segurança e conforto a população. A medicina
se empenhará para criar terapias que proporcionem boa saúde.
As indústrias do turismo, do lazer e do conhecimento também
criarão produtos para que a vida aos 70, 80, 100 anos permaneça
divertida.
A transformação rumo a esse mundo já começou. Muitas
moradias começam a ser construídas levando em consideração
o fato de que dentro delas haverá alguém com mais de 65 anos.
Banheiros com barras de apoio, rampas no lugar de escadas e
portas com maçanetas fáceis de manusear são alguns dos detalhes
presentes nas edificações mais modernas. Elas são a primeira
mostra da chamada “arquitetura da velhice”, área emergente
dedicada a pensar moradia para idosos.
A busca de autonomia é o ponto mais importante dessa nova
realidade, pois é preciso garantir liberdade de ação, de movimentos
e de escolha para essa população. Afinal, quando se fala aqui
de idosos é preciso tirar da mente aquela imagem arcaica do velhinho
de pijama, sentado no sofá em frente à TV, pois nos próximos
anos, a velhice perderá de vez este estigma. Esse anseio dos
mais velhos pelo que a vida ainda pode apresentar de novo tem
alimentado as áreas de intercâmbio cultural, caracterizado por
cursos de línguas oferecidos em outros países, e de turismo, pois
segundo dados do programa Viaja Mais Melhor Idade, criado
pelo Ministério do Turismo, entre agosto de 2007 e outubro de
2008 foram vendidos cerca de 190 mil pacotes turísticos.
Há ainda um consenso de que merecem atenção especial os
chamados cuidadores, as pessoas que tomarão conta daqueles
mais debilitados pela idade. Sem apoio emocional e físico para
executar as tarefas, ambos, cuidador e idoso, podem adoecer.
Espaços para que os cuidadores compartilhem experiências,
cansaço, culpa e tristeza são fundamentais para garantir um
mundo melhor a todos.
(Greice Rodrigues, Istoé, 31.12.2008. Adaptado)

1  De acordo com o texto no novo contexto, o principal é dar independência
aos mais velhos e fazer a sociedade ter outra perspectiva sobre essa fase da vida. Mas sabemos que, no Brasil,  esse projeto não será fácil, na medida que faltarão verbas para investir nos novos modelos de moradia e o pior: a aposentadoria dessas pessoas é exígua.
Busque no texto – que é otimista -  duas propostas que você julgue inviáveis e argumente sucintamente.


2  A busca de autonomia é o ponto mais importante dessa nova
realidade, pois é preciso garantir liberdade de ação, de movimentos
e de escolha para essa população.
Você concorda que a busca de autonomia é o ponto mais importante dessa nova realidade dos idosos? Justifique.

3  Banheiros com barras de apoio, rampas no lugar de escadas
e portas com maçanetas fáceis de manusear são alguns dos
detalhes presentes nas edificações mais modernas.

Podemos afirmar que essas barras e maçanetas oferecerão relação de oposição ou de causa e conseqüência em relação aos idosos. Justifique.


Quais são as relações estabelecidas entre as preposições para, do, aos e a:

 planejadas para abrigar com segurança e conforto a população.
(1.º parágrafo)
As indústrias do turismo, do lazer e do conhecimento também
criarão produtos para que a vida aos 70, 80, 100 anos
permaneça divertida. (1.º parágrafo)
... são fundamentais para garantir um mundo melhor a todos.
(último parágrafo)

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