Um mundo pronto para os idosos
Se existe uma certeza quanto ao futuro,
é a de que ele será
mais velho. Aos poucos, o mundo ao
nosso redor terá mais idosos,
resultado de uma taxa de fecundidade
que continuará caindo
e de uma expectativa de vida que
continuará subindo. Em 2050,
o planeta contabilizará dois bilhões de
indivíduos com mais de
65 anos. Só no Brasil eles serão mais
de 55 milhões. Por seu
impacto, esse é um fenômeno que mudará
a história do ser humano
para sempre. Nossas moradias serão
diferentes, planejadas
para abrigar com segurança e conforto a
população. A medicina
se empenhará para criar terapias que
proporcionem boa saúde.
As indústrias do turismo, do lazer e do
conhecimento também
criarão produtos para que a vida aos
70, 80, 100 anos permaneça
divertida.
A transformação rumo a esse mundo já
começou. Muitas
moradias começam a ser construídas
levando em consideração
o fato de que dentro delas haverá
alguém com mais de 65 anos.
Banheiros com barras de apoio, rampas
no lugar de escadas e
portas com maçanetas fáceis de manusear
são alguns dos detalhes
presentes nas edificações mais
modernas. Elas são a primeira
mostra da chamada “arquitetura da
velhice”, área emergente
dedicada a pensar moradia para idosos.
A busca de autonomia é o ponto mais
importante dessa nova
realidade, pois é preciso garantir
liberdade de ação, de movimentos
e de escolha para essa população.
Afinal, quando se fala aqui
de idosos é preciso tirar da mente
aquela imagem arcaica do velhinho
de pijama, sentado no sofá em frente à
TV, pois nos próximos
anos, a velhice perderá de vez este
estigma. Esse anseio dos
mais velhos pelo que a vida ainda pode
apresentar de novo tem
alimentado as áreas de intercâmbio
cultural, caracterizado por
cursos de línguas oferecidos em outros
países, e de turismo, pois
segundo dados do programa Viaja Mais
Melhor Idade, criado
pelo Ministério do Turismo, entre
agosto de 2007 e outubro de
2008 foram vendidos cerca de 190 mil
pacotes turísticos.
Há ainda um consenso de que merecem
atenção especial os
chamados cuidadores, as pessoas que
tomarão conta daqueles
mais debilitados pela idade. Sem apoio
emocional e físico para
executar as tarefas, ambos, cuidador e
idoso, podem adoecer.
Espaços para que os cuidadores
compartilhem experiências,
cansaço, culpa e tristeza são
fundamentais para garantir um
mundo melhor a todos.
(Greice
Rodrigues, Istoé, 31.12.2008. Adaptado)
1 De acordo com o texto no novo contexto, o
principal é dar independência
aos mais velhos e fazer a sociedade ter
outra perspectiva sobre essa fase da vida. Mas sabemos que, no Brasil, esse projeto não será fácil, na medida que
faltarão verbas para investir nos novos modelos de moradia e o pior: a
aposentadoria dessas pessoas é exígua.
Busque no texto – que é otimista - duas propostas que você julgue inviáveis e
argumente sucintamente.
2 A busca de autonomia é o ponto mais importante
dessa nova
realidade, pois é preciso garantir
liberdade de ação, de movimentos
e de escolha para essa população.
Você concorda que a busca de autonomia
é o ponto mais importante dessa nova realidade dos idosos? Justifique.
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Banheiros
com barras de apoio, rampas no lugar de escadas
e portas com maçanetas fáceis de manusear
são alguns dos
detalhes presentes nas edificações mais modernas.
Podemos afirmar que essas barras e maçanetas
oferecerão relação de oposição ou de causa e conseqüência em relação aos
idosos. Justifique.
Quais são as relações
estabelecidas entre as preposições para, do, aos
e
a:
planejadas para abrigar com segurança e conforto a população.
(1.º parágrafo)
As indústrias do turismo, do lazer e do conhecimento também
criarão produtos para que a vida aos
70, 80, 100 anos
permaneça divertida. (1.º parágrafo)
... são fundamentais para garantir um
mundo melhor a todos.
(último parágrafo)
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