sábado, 29 de dezembro de 2012

Proposta da fuvest 3


PROPOSTA
ELABORE UM TEXTO ARGUMENTATIVO NO QUAL VOCÊ BUSQUE RESPONDER: O QUE LIGA MAIS OS HOMENS, O ÓDIO OU O AMOR?


''A necessidade de amor faz parte da nossa existência humana, e resulta da rede de dependência que nos une aos outros''.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart 

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LEIAM O TEXTO DESTE LINK E DEPOIS VOLTEM AQUI( O TEXTO DÁ PARA PARA A COMPREENSÃO DE ARTHUR SCHNITZLER)
http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/edicoes/27/artigo104948-1.asp

“O ódio, a inveja e o desejo de vingança ligam muitas vezes mais dois indivíduos um ao outro do que o podem fazer o amor e a amizade. Pois está em causa a comunidade de interesses interiores ou exteriores e a alegria que se sente nessa comunidade – onde é muitas vezes determinada a essência das relações positivas entre os indivíduos: o amor e a amizade – é sempre relativa e não é em nenhum caso um estado de alma permanente; mas as relações negativas, essas são, a maior parte das vezes, absolutas e constantes. O ódio, a inveja e o desejo de vingança têm, poder-se-ia dizer, o sono mais ligeiro do que o amor. O menor sopro os desperta, enquanto que o amor e a amizade continuam tranquilamente a dormir, mesmo sob o trovão e os relâmpagos. (Arthur Schnitzler).
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proposta de fuvest 2


“Cada desejo enriqueceu-me mais do que a posse sempre falsa do objeto do meu desejo” (André Gide)


“O desejo floresce, a posse faz murchar todas as coisas”. (Proust)


“Quando desejamos pomo-nos à disposição de quem esperamos”. (La Fontaine) 


“Arriscamo-nos a perder quando queremos ganhar demais”. (Idem) 


“A medida de uma alma é a dimensão do seu desejo”. (Flaubert)

 
“Ele andava à roda no seu desejo como o preso no cárcere”. (Idem)


“Há duas tragédias na vida: uma a de não satisfazermos os nossos desejos, a outra a de os satisfazermos”. (Wilde)

 
“Há duas tragédias na vida. Uma é a de não obter tudo o que se deseja ardentemente; a outra, a de obtê-lo”. (Bernard Shaw)


ouça a músicahttp://www.youtube.com/watch?

v=awM1CImzvdo


O Desejo

Zeca Baleiro

O tempo é cruel, mas é tudo que tem
Tudo mais é sobra, lixo, lata
Prata barata, vintém
Sim, o tempo passa, a vida segue
Não estanca o corte
Hoje eu não temo a morte
Azar ou sorte?
Não há luz que me cegue
Nem há luz que eu siga
Estou só à beira do caminho
A solidão é minha amiga
Lá fora a luz de outono invade a cidade
Lá fora é onde a vida pulsa e curta e bela
Comédia grega, tragédia russa
Eu estou lá e ouço o alarido surdo
O estampilho seco das ruas
Esquinas, vielas
Enquanto você guardado por deus
Conta seus metais por detrás das janelas
Você faz planos, planeja
Deseja, o desejo sangra
Quer uma casa em angra
Quer carro, ipad, família
Filhos na universidade
Você quer rezar, mas para quem?
Se os deuses estão mortos
Não há mais divindade, ritos
Ninguém pra ouvir você no confessionário
Na noite escura, gelada, vazia
Contando os seus pecados sem perdão
Sua omissão por não dar a mão
Ao irmão que precisa de cigarros
Comida, água, consolo, camisa
Tanta pobreza humilhada
Tanto canalha no topo
Você é feliz, mas num troco
Porque nenhum bem lhe basta
E a falta, a falta, a falta
A falta, sua vida devasta
Você faz planos, planeja
Deseja, o desejo sangra
Quer uma casa em angra
Quer carro, ipad, família
Filhos na universidade
Seu orgulho te traiu e te jogou no chão
No arizona, bandeira, subvertendo a questão
A marcha da falência dos valores da nação
E quando o salvador é o próprio vilão
Ele salva o velho mundo
Com uma bala de canhão, bum!
Eu sou cachorro louco
Que anda solto pelo mundo
Sem tempo pra ser nada
Além de vagabundo
Eu vou com a galera
Até o topo do mundo
Zeca baleiro e charlie brown
Quebrando tudo
Você se olha no espelho
E vê que tudo é mentira
A vida é uma mentira
Felicidade, mentira
O amor, mentira covarde
Olha pro relógio
E vê o quanto é tarde
Tarde demais pra ser feliz
Seu corpo clama por calma
Mas em sua alma
Quanta ferida sem cicatriz
Quem tudo quer nada tem
Dizia o cego na porta da igreja
Se a paixão morreu
Diga amém! assim seja
Pra todo mal vem o bem
E tudo mais
Esta dura, dura peleja
Você faz planos, planeja
Deseja, o desejo sangra
Quer uma casa em angra
Quer carro, ipad, família
Filhos na universidade
Você faz planos, planeja
Deseja, o desejo manda
Quer ter guitarra e banda
Ir à angra em jantares
Adular endinheirados
No silêncio da noite sem sono
Você se sente como um cão sem dono
E se pergunta o que restou do amor
Do sonho, pura ambição
Só suor, lágrimas, sangue
Perda, pó e solidão
E pra dor que rói a carne tesa sob a pele fina
Não há um só remédio em toda medicina

VÍDEO FACULTATIVO SOBRE O DESEJO, PODERÁ AJUDAR A CONSTRUIR SEU TEXTO

PROPOSTA
ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO COM BASE NOS TEXTOS APRESENTADOS , USE SEUS CONHECIMENTOS E VIVÊNCIAS.

proposta fuvest número 1


“Quando definimos o exercício do poder como um modo de ação sobre a ação dos outros, quando o caracterizamos pelo ‘governo’ dos homens uns pelos outros – no sentido mais extenso dessa palavra –, incluímos nele um elemento importante: o da liberdade. O poder não se exerce senão sobre ‘sujeitos livres’, e, na medida em que são ‘livres’ – entendamos por isso sujeitos individuais ou coletivos que têm diante de si um campo de possibilidade ou diversas condutas –, diversas reações e diversos modos de comportamento podem ocorrer.” Michel Foucault 


“Onde as determinações são saturadas, não há relação de poder: a escravidão não é uma relação de poder quando o homem está acorrentado (trata-se então de uma relação física de coação), mas justamente quando ele pode se deslocar e, no limite, escapar. Não há, portanto, um enfrentamento entre o poder e a liberdade, tendo entre eles uma relação de exclusão (…). A relação de poder e a insubmissão da liberdade não podem, portanto, ser separadas. O problema central do poder não é o da ‘servidão voluntária’ (como poderíamos desejar ser escravos?): no cerne da relação de poder, ‘provocando-a’ sem parar, está a renitência do querer e a intransitividade da liberdade”. Michel Foucault 

Já faz mais de um século desde que a Princesa Isabel assinou a lei áurea pondo fim a escravidão no Brasil; entretanto, o que parecia ser um conto de fadas nunca teve um final feliz. Até hoje, em pleno século XXI, o Brasil continua a sofrer a vergonha internacional do desrespeito à dignidade humana com a continuação do trabalho escravo.
Segundo cálculos da Comissão Pastoral da Terra, no Brasil, 25.000 pessoas, a maioria homens semi-analfabetos, entre 25 e 40 anos de idade, trabalham em condições subumanas, sem acesso a água potável, alojamento, salário e com o cerceamento de outro direito básico: o da liberdade. "Em condições inferiores às dos animais em cativeiro e proibidos de regressarem para a cidade de onde partiram, esses trabalhadores se submetem a jornadas excessivas de trabalho, com os direitos legais desrespeitados e pondo em risco sua segurança e saúde física e mental", afirma Marinalva Cardoso, auditora fiscal da Delegacia Regional do Trabalho no Rio Grande do Norte.
A falta de emprego e os insuficientes investimentos no combate à seca fazem do Nordeste o celeiro ideal para a atuação dos "gatos", nome dado aos aliciadores que percorrem as cidades do interior com falsas promessas de emprego. Em troca de porcentagens pagas por cada nova mão-de-obra, os "gatos" lucram enganando dezenas de pais de família que saem em busca de dias melhores e acabam virando escravos pelo Brasil afora. "É muito triste, mas os dados oficiais revelam que o Nordeste disponibiliza 90% da mão-de-obra escrava do país. Homens que saem do interior de Estados como Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba e vão trabalhar na agricultura e na pecuária principalmente na região Norte, privados da liberdade e em condições sanitárias tão precárias que acabam causando doenças e até a morte," garante Eders Sivers, procurador chefe do trabalho no Rio Grande do Norte.
São várias as tentativas no sentido de erradicar o trabalho escravo no país, mas ainda assim o crime permanece desafiando pontos elementares da lei. Uma das armas mais importantes nessa luta foi criada há 3 anos: o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, lançado em 11 de março de 2003, que contém 76 ações, a serem cumpridas pelos órgãos do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, entidades da sociedade civil e organismos internacionais. A idéia é unir as forças dos quatro poderes e da sociedade civil organizada no sentido de adotar providências mais ríspidas contra àqueles que insistem em perpetuar as formas degradantes do trabalho escravo. Entre as ações estão o fortalecimento e treinamento especial para a polícia do Grupo Especial de Fiscalização Móvel e uma maior penalidade legal para os infratores.
Com essas medidas, alguns avanços já foram registrados, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. De 1995 a julho de 2006, 19.924 trabalhadores foram libertados no Brasil. Nesse período, em todo o país, foram realizadas 451 operações, com 1.567 fazendas fiscalizadas e mais de R$ 25 milhões pagos em indenizações. "Recentemente, numa ação conjunta aqui no Rio Grande do Norte, abortamos a ação de aliciadores que estavam levando trabalhadores da região Seridó para fazendas do Goiás. Na tentativa de burlar a fiscalização, em vez de caminhões, os criminosos usam agora ônibus de turismo, mas a ação continua a mesma: ao chegarem ao destino, os salários atraentes prometidos se tornam uma farsa. Em geral, os trabalhadores não recebem remuneração em dinheiro e quanto mais o tempo passa mais a "dívida" deles aumenta. Os documentos pessoais também ficam em poder do "chefe", que mantém um clima de repressão a ponto de se tornar impossível o retorno para casa", ressaltou o Superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, Euclides Rodrigues.
Outra importante medida no combate ao trabalho escravo foi a portaria nº 540 do Ministério do Trabalho, que instituiu o Cadastro de Empregadores de mão-de-obra escrava, a chamada "Lista Suja". A inclusão do nome do infrator nesse cadastro ocorre após a conclusão dos autos de infração lavrados pelos auditores fiscais do trabalho e, além das questões legais, há várias medidas punitivas, como o cancelamento de crédito e o impedimento de financiamento pelos bancos oficiais para os infratores. "A maioria dos trabalhadores daqui vão ser mão-de-obra escrava em outros estados, mas o Rio Grande do Norte já tem uma empresa do Distrito Irrigado do Rio Açu, em Alto do Rodrigues, na lista suja. A exclusão da lista só acontece depois de dois anos do flagrante. Se, durante esse período, não houver reincidência e forem pagas todas as multas impostas pela fiscalização e quitados todos os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome da empresa será retirado. O intrigante de tudo isso é que, mesmo sendo punidas, muitas empresas são reincidentes," afirma Calisto Torres, auditor fiscal do trabalho no Rio Grande do Norte.
                                              PROPOSTA
Pode-se dizer que , no  Brasil, há um recrudescimento da escravidão.?Justifique  sua tese, envolvendo-a  ao pensamento de Foucault.

sábado, 22 de dezembro de 2012

história da arte

http://www.historiadaarte.com.br/Historia_da_Arte/Inicial.html

Ex-radical islâmico fala sobre sua visão do mundo muçulmano

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/ex-radical-islamico-fala-sobre-sua-visao-do-mundo-muculmano/2262922/

Sociedade dos Céticos aposta apenas na ciência e na razão

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/sociedade-dos-ceticos-aposta-apenas-na-ciencia-e-na-razao/2226844/

Economista afirma que a crise atual segue o mesmo caminho das anteriores

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/economista-afirma-que-a-crise-atual-segue-o-mesmo-caminho-das-anteriores/2144316/

Eric Hobsbawm fala sobre o atentado terrorista de 11 de setembro

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/eric-hobsbawm-fala-sobre-o-atentado-terrorista-de-11-de-setembro/2167214/

Economista americano defende sua tese sobre a desigualdade social no mundo

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/economista-americano-defende-sua-tese-sobre-a-desigualdade-social-no-mundo/2191241/

Sociólogo vê o Brasil como uma das maiores esperanças de futuro no mundo

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/sociologo-ve-o-brasil-como-uma-das-maiores-esperancas-de-futuro-no-mundo/2121411/

Leonard Mlodinow fala sobre a influência do acaso na vida das pessoas

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/leonard-mlodinow-fala-sobre-a-influencia-do-acaso-na-vida-das-pessoas/2179265/

/gilles-lipovetsky-fala-sobre-conceito-de-hipermodernidade

http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/v/gilles-lipovetsky-fala-sobre-conceito-de-hipermodernidade/2238961/

Dar aula não foi o sonho da minha vida, mas, quando virei professora, coloquei nisso todos os meus sonhos.

Acho que fiz um trabalho bonito. Em fevereiro, já estávamos, juntos, eu , meus alunos. Uns bem incipientes; outros, buscando aprimorar a escrita. No medo deles, a minha vontade de ninar.
Sou professora comum, mas, tenho talento para isso. É certo que, na juventude, não era professora e nem imaginava que viesse a ser; e que fosse assumir isso com tanto rigor. E paixão. ( E pensando melhor, ate que eu era jovem , 29 anos é ser jovem).
Justo porque não me sentia professora, dei um jeito de inventar ser a melhor professora. Delírios também valem. 
E, com o tempo, fui desenvolvendo métodos,  adaptados a cada um. Educar sempre foi buscar individualidades. Postei-me, à margem do sistema educativo , justo pra viabilizar minha crença: não, à massificação.

Criei uma sala de aula e não, necessariamente, introjetei na minha técnica o propósito de ser amiga do aluno. Mas sempre foi assim ( e neste fim de ano recebi mensagens, declarando amizade eterna). Pois, justo nesta relação de amizade é que desperto a cumplicidade e a adesão do jovem para um projeto de alçada: tirar de si um texto que conserve características individuais; mas que também se atenha à  técnica de escrita; e, ao rigor do pensamento científico.

Neste ano, investi em leituras e, no ato de instigar o pessoal para o desafio de posicionar-se sobre todas as coisas. E nunca, pressionando-os a seguirem a minha ideia.

A primeira aula não cobro, porque é esse o descompromisso de conhecer a quem vou ensinar. Não sou professora de dar macetes, meu método é escrever e escrever. Creio que correção a quatro mãos é a melhor maneira de  organizar um texto.
Trabalho muitas horas, todo dia. Já acordo pensando nas aulas. Não cobro caro; porque trabalho com alunos que já pagam cursinho, uns , a pensão pra viver em São Paulo. Sei que alguns até poderiam pagar mais , porém tento ser justa e não modular preço. E, quando vejo que o aluno precisa de mais aulas e não pode pagar, faço correções extras, gravo aulas. Isso quer dizer que a aula não termina na sala de aula. Eu me faço presente na vida desses jovens.
O facebook tem sido ferramenta excelente. Vem a noite e leio mensagens, respondo às demandas, questões, abraço tudo que for preciso.
Fim de ano, organizei grupos para reforçar matérias que eu não costumo lecionar, mas que sei serem necessárias. Nem coloco preço nisso. Dou estas aulas extras como quem dá  da água que é sua.

Porém, ocorreu que, com o resultado da Fuvest e antes, o da Unesp, fiquei chateada. Muita gente boa não passou .Uns ficaram pra trás ,ou melhor, pra outra luta em outro ano , ou ainda este, noutras faculdades. Ajudei-os a curar das dores. Mas vai nisso a certeza que de não tenho responsabilidade nos maus resultados. Não ensino física; ou matemática. E, na primeira fase, isso conta . Sou só a professora de redação!
Mas a  minha  tristeza cresceu, virou angústia meio insuportável e foi isso que me fez cancelar aulas nas duas  últimas semanas. Cancelo aula, sim, quando é necessário, ou melhor,  porque sei que minha aula precisa ser uma catarse. E , quando não estou com energia que provoque tal coisa, cancelo mesmo, mas proponho reposições. Tenho a meta de fazer umas dez aulas em uma. Sei que isso é exagerado, mas, tenho ciência de que uma aula potente apressa no aluno a urgência de estudar mais e, escrever.
Creio que muitos sabem disso e entendem. Hoje  tive de cancelar a aula de Gabriela que ia pro interior e lhe disse: ''continuemos pelo Skype''. Aceitou.  Creio na aula a distância; ela dá certo e mais , quando o aluno já é  meu conhecido.

Ontem fui a um médico buscar ajuda. E ontem dei aula sentindo angústia pesada. As aulas foram intensas, mas foram penosas. Eu me angustiava acima do aceitável.

Hoje pedi a um rapaz que suspendesse a aula ( ontem eu havia confirmado! Sei que é chato!) e provoquei nele uma ira gigante -  está afoito demais, o que é natural, pois passou em medicina.  Pedi compreensão , não recebi: agiu assim de modo cruel. E eu desconfio de que falhei, pois, não suportando a bronca, eliminei-o das aulas, mas, só depois de ter sido informada de  que ele já pensava em tomar providências e buscar - depois de conversar com a mãe - outro professor.

Ele deixou a ameaça no ar ...E não sou de ficar no ar. Se ele sai, perco a chance de ajudá-lo porque sei que o método que vinha usando dava resultado.
E, justo que agora eu ia entrar com os textos mais pesados! E, com as leituras ( resumos que eu faria) de teóricos mais complexos os quais a Fuvest solicita.
E o que vou fazer?Descanso até o dia 25 e, depois, retorno, feito a professora cheia de energia de sempre; a que torce e dá tanto de sua energia que não lhe sobra nada para qualquer outra situação de vida. ( não me queixo só assinalo).

Não reclamo  deste meu ofício. Ontem meu médico esotérico analisou que talvez eu fosse uma missionária, porque tanta dedicação e tanta energia só podem ser coisas do mundo de além.
Não creio nisso, escolho outra explicação. Escolho, em vez da missão, a força da natureza. Dou aula com a força  com que as flores nascem, ou com que cai a chuva. A aula acontece. Eu me entrego feito faz um ator em cena, ou a faxineira,  levando do chão o pó, com sua vassoura milenar.

- Lamento, moço, o que houve. Eu não aceito tratamento autoritário. E só não me preocupo com você ; porque não quero me achar infalível nem magnânima. Meu trabalho é modesto , escondido numa pequena sala de aula. Não faço alarde ou clarinada. Apenas me deixo ser. Você ainda tem uns dez dias; e poderá encontrar mestres excepcionais.

E depois do natal eu volto, seja como a missionária, seja feito  a jabuticabeira que se derruba à força de sua natureza.

FelizNatal a todos e a você que será um médico e precisará aprender que às vezes um ser humano precisa descansar.
Tem mais: não sou irresponsável. Meço exato como me curar para melhor servir.


Sara Bareilles - Oh Darling (Live from Abbey Road


http://www.youtube.com/watch?v=OiUa2L3Axbc